A união faz a diferença
Com perseverança e coragem um grupo de pessoas da periferia de São Paulo sai em busca de melhorias para os moradores da região
Por: Lucilene Pereira
Os alunos Maria Lucilene Pereira e Adriano Mendes do 6º semestre B de jornalismo, Diego Vidal, Aline Neves e Vanessa Neves do curso de Rádio e Televisão, Edgard Tavares do 5º semestre de Publicidade e Propaganda e as alunas Adenilde Lima e Nadja Ramos, do 6º semestre de Relações Públicas que integram o Projeto Universitário Social , visitaram no dia 6 de outubro a instituição Fórum da Criança e do Adolescente, localizada no Distrito do Grajaú, em São Paulo, e tem como foco lutar pelos direitos das pessoas que moram na região, principalmente do Parque Cocaia.
A ONG foi fundada na década de 1970 por um grupo de pessoas que queriam melhorias para o bairro. Nestes grupos estavam líderes comunitários, fiéis da igreja católica e moradores locais.
Até então a região não era tão habitada como hoje, prevalecendo muita área verde e poucas moradias. A luta por conquistas como água e luz foi de grande importância para os moradores locais. A participação principal nesta conquista foi de João Neves, pessoa que incentivou todos e de quem partiu a idéia de fundar o Fórum. “A união de moradores do Parque Cocaia foi fundada na intenção de ser uma base para que a população do nosso bairro pudesse ter um local onde abrigasse nossas lutas, como foi pela água, luz e construções de escolas", relata João Neves.
O fundador se orgulha em contar sobre as conquistas que conseguiram graças à união e o empenho das pessoas envolvidas. E é desta união que conseguiram outros benefícios como: postos de saúde, linhas de ônibus e asfalto nas ruas.
Outro nome de destaque dentro da organização é o de José Amaral, que também participou de tudo. “O nosso objetivo é lutar por uma qualidade de vida cada vez melhor para nossa região, pois ela é muito carente", diz José Amaral.
Além de lutar por melhorias, o Fórum tem outro especial objetivo: o de atender crianças, jovens e grupos da terceira idade, oferecendo cursos e palestras.
“Este local é aberto para todos, buscamos incentivar a participação das pessoas para que possa utilizar o espaço para algumas atividades como capoeira e dança”, finaliza Ricardo Ferreira, atual presidente. Ele fala que o grande sonho das pessoas envolvidas é de conseguir computadores para oferecer cursos de informática, mas ainda não conseguiram verba para isso, pois a ONG passa por algumas dificuldades financeiras.
Os recursos que possuem vêm através de doações da população, bingos e pessoas envolvidas no projeto.
Ou seja, a luta é constante. Vencem uma batalha, mas encontram outra mais à frente. Mas como defendem os diretores, “a união é importante, pois ela faz a força e é com ela que muitas conquistas foram obtidas para região.”
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