Força para recomeçar
Donas de casa descobrem com entidades do bairro como melhorar orçamento familiar e complementar os estudos dos filhos
Por Priscila Viana
No dia 29 de setembro, alguns dos alunos que integram o Programa Universitário Social visitaram a ONG – Projeto Travessia localizada no bairro Cidade Dutra. Participaram: Adriano Mendes e Priscila Viana ambos do 6º semestre B de Jornalismo, Antonio Soares do 5º semestre de P.P. e as alunas Kátia Nuno e Michelle Rodrigues do 6º semestre de R.P.
O Projeto Travessia que atende crianças e jovens entre 4 e 17 anos, no bairro da Cidade Dutra, zona sul da capital, tem como finalidade não só oferecer cursos aos jovens mas às suas mães também. Com uma verba mensal da prefeitura de São Paulo, o projeto já beneficiou aproximadamente 400 pessoas.
Cursos de computação, oficinas de rádio e outras mídias e cabeleireiro são oferecidos aos jovens gratuitamente de acordo com a idade. Já para as mães são oferecidos cursos de bijuteria, corte e costura e segurança alimentar (valores nutritivos dos alimentos). As bijuterias podem ser vendidas nas ruas e em feiras de artesanatos do bairro.
Para a coordenadora do projeto desta unidade (existe também uma no bairro do Bexiga), Rosely Machado, em bairros de periferia na maioria das vezes as mães é que são as chefes de família e vender esses produtos é uma grande ajuda na renda familiar.Um exemplo é dona Beatriz do Amor Lima, que durante a semana trabalha como diarista em casas de família e aos finais de semana vende bijuterias na feirinha de artesanato do bairro. “ Ter feito este curso foi muito importante, é gratificante ver nosso trabalho exposto para o público”, comenta Beatriz.
A unidade funciona de segunda a sábado e os educadores para os meninos são mulheres e para as meninas são homens. A coordenadora Rosely esclarece: “ É importante eles não manterem um vínculo conosco, estamos aqui somente para ensiná-los, eles nem nos chamam de tio ou tia e a figura masculina ou feminina é importante na formação deles. Ensinamos também a serem organizados e as respeitarem uns aos outros”. Para a estudante e moradora do bairro jardim Eliana, Kelly da Silva, 15, este projeto é uma oportunidade na vida dos jovens e desperdiçá-la é uma burrice. “ Fiz o curso de cabeleireira e já consegui o meu primeiro emprego no salão aqui perto da entidade, foi graças ao projeto”, relata Kelly.
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