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Wangari Maathai
Árvores da vida
“ A cidadania nasce do coração das pessoas”
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Ambientalista do Quênia, Wangari Maathai foi a primeira mulher
africana a ganhar o Nobel da Paz, recebido em 2004. Nascida em 1940, em
Nyeri, no Quênia, Maathai foi premiada por sua luta permanente contra
o desmatamento, um fator de pobreza e instabilidade na África.
Bióloga, atualmente ela ocupa o cargo de vice-ministra do Meio
Ambiente e é responsável por projetos de reflorestamento
no seu país.
Em meados dos anos 70, ela percebeu que o desmatamento nas montanhas
do Quênia teria um efeito devastador sobre a população
e a ecologia de seu pais, já que com a destruição
das florestas naturais e com a chegada das fortes chuvas, seria provocada
uma grande erosão do solo e as terras férteis dos vales
do Quênia se transformaram em deserto.
Deu início então organizar um grupo de trabalhadoras rurais
e as incentivou a plantar árvores, o conhecido “Movimento
do Cinturão Verde”. Criou empregos, particularmente nas áreas
rurais, promovendo o papel da mulher na sociedade. O movimento já
contabilizou o plantio de mais de 30 milhões de árvores
na África.
Maathai foi presa várias vezes por sua atuação.
Em pronunciamento, ela declarou: “Quando se começa a trabalhar
seriamente em temas ambientais, a arena passa a ser os direitos humanos,
os direitos das mulheres, os direitos ambientalistas, os direitos das
crianças, isto é, os direitos de todo mundo”.
Ficou conhecida mundialmente quando foi reconhecida pelo ex-presidente
americano, Jimmy Carter e pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
A ecologista ganhou o Prêmio norueguês Sophie 2004, pelos
esforços ambientalistas e de desenvolvimento. No mesmo ano, foi
premiada com o Nobel da Paz. Ao receber cerca de 1,3 milhão de
dólares pelo prêmio, comentou:
“Nunca vi tanto dinheiro em toda minha vida”. Para comemorar,
plantou uma árvore em sua cidade natal. |