Discurso de Posse da CRES - Por Sabrina Rodrigues Santos, presidente
Senhor Presidente, Dr. Flávio Luiz Borges D´Urso, pessoa na qual cumprimento os integrantes da Mesa, Senhoras e Senhores,
É com regozijo e alegria que os recebo e compartilho convosco este momento importante de minha vida profissional, e acredito dos Membros desta Comissão de Responsabilidade Social.
Acredito que o Planeta é uma obra de arte e, por conseqüência a Natureza, a Sociedade, o Homem!
A Natureza se transforma de per si; a Sociedade igualmente de per si e por efeito da Natureza e do Homem; e este se transforma de per si e por efeitos da Natureza e da Sociedade.
O ideal é a preservação da Natureza. E ao fazê-lo, também preservam-se a Sociedade e o Homem. Mas isso é possível diante das necessidades e das demandas destes últimos, além daquelas porções já reconhecidas por normas pátrias e estrangeiras? É um questionamento que se lança e cuja resposta apenas virá com o tempo.
Desde a Carta das Nações Unidas, de 1945, estão proscritas a guerra, a escravidão e a fome. Desde então, a Comunidade Internacional eiva esforços para cumprir os princípios daquele documento.
Neste milênio, a ONU propôs 4 macro-objetivos como Metas do Milênio:
Saúde: erradicação da fome; redução da mortalidade infantil e melhoria da saúde materna; combate a AIDS e outras enfermidades;
Social: fomento a educação infantil e o respeito à diversidade; promoção da igualdade dos gêneros e a autonomia da mulher;
Economia: fomento da integração mundial para o desenvolvimento;
Meio Ambiente: garantia de sua Sustentabilidade.
Para atingir estes macro-objetivos não tenho dúvida que é preciso agir com Responsabilidade Social, o que pressupõe a interatividade entre o Homem e a Sociedade, seja com objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas, seja para preservar e proteger o Meio Ambiente e a Natureza.
À isso prescinde a observância e cumprimento das normas e regras morais.
Porque o futuro já é o minuto seguinte, o dia seguinte, o resto de nossas vidas e de nossos descendentes.
O conceito de Responsabilidade Social evoluiu para a Sustentabilidade, que acredito ser um ideal da sociedade contemporânea,e que repousa na:
segurança jurídica para o exercício dos direitos e dos negócios;
produção e consumo responsáveis por todos, desde a primeira pessoa da cadeia produtiva até o descarte pelo consumidor, inclusive com o destino dos resíduos;
idéia de usar apenas do que é necessário o que, por conseqüência, pressupõe a revisão de valores e mudança de comportamento.
Por exemplo: contribuímos com a Previdência Social para fruir do benefício de aposentadoria que, quando solicitamos, é um choque de valores!!!
Ou então elaboramos contratos com níveis de complexidade e alguma parte deixa de cumprir com sua obrigação, cuja discussão judicial pode levar anos.
Ainda, o que fazer com as pilhas “amarelinhas”, douradas, esverdeadas quando estão descarregadas??? Já lanço uma campanha: de recolhimento destas pilhas, muito úteis mas igualmente poluentes. Alguém já pensou onde jogas as pilhas que consome? Ou mesmo o caboclo, onde ela joga as pilhas de seu radinho?
Todas essas ações estão intrinsecamente ligadas à gestão empresarial sustentável, que se desdobra no alinhamento dos resultados econômicos, sociais e ambientais, conhecidos como triple botton line.
Outro dia um amigo me advertiu que vivemos na Era das Complexidades. E é simples compreender isso, basta lembrar que do celular conversamos, enviamos mensagens, conferimos informações bancárias, ouvimos música e assistimos a um vídeo.
E se a sociedade civil não for reorganizada, levando em consideração as inúmeras ocorrências diuturnas e que envolvem um sem número de pessoas, os projetos de Sustentabilidade estarão ameaçados.
E como pensar o exercício da advocacia diante deste cenário?
Senhores, se pensarmos que a guerra, a paz, o comércio e o consumo são atividades que remontam séculos, mas que ganharam a importância nos fóruns de discussão e foram regulamentados em larga escala apenas na segunda metade do século XX... Se pensarmos que as relações de consumo no Brasil somente foram normatizadas em 1990 e na América do Sul depois dessa ano, percebemos que há muito trabalho e para todos.
A proposta que faço para os advogados:
é que insiram em seu cotidiano e de seus escritórios, ações socialmente e ambientalmente responsáveis;
é a inclusão, em seus trabalhos e contratos, dos temas descritos como Metas do Milênio;
que eles sejam multiplicadores destas Metas, trabalhando de forma preventiva junto a clientes e pessoas de seu relacionamento;
multipliquem as boas práticas através de recomendações e cláusulas.
Muito obrigada.
Sabrina Rodrigues Santos
Presidente da Comissão de Responsabilidade Social da OAB/SP
12/09/2007
Composição da Diretoria
Presidente
Sabrina Rodrigues Santos
Vice-Presidente
Victor Hugo Pereira Gonçalves
Secretário
Vinícius Augusto de Sá Vieira
Membros Efetivos
Amariles Primo Sebastiani
André Gustavo de Oliveira
Cláudia Villagra da Silva Marques
Cristiane Aparecida Marion Barbuglio
Fabiana Klajner Leschziner
Roseli Doreto da Silva
Membros Consultores
Adir Janete Godoy
Akio Nogueira Barbosa
Álvaro da Cunha Caldeira
Antônio Cláudio Lot
Guilherme Mac Nicol Bara
Maria Ângela do Rego Barros