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Estresse prolongado intensifica inflamação cerebral

“Estresse é doença de rico”. Essa idéia, que ainda permeia o imaginário popular, cai por terra quando avaliamos a forma como o homem leva a vida nos dias atuais: Trabalho excessivo, medo, insegurança, trânsito, pouco tempo para o ócio e preocupação são elementos da vida atual que convivemos sem nos darmos conta dos reflexos. Até que o organismo reclama. A tensão levada a limites insuportáveis causa efeitos nocivos à saúde do empresário, do ferreiro, da professora, do médico, do aluno. Sem distinções.

Já é sabido que o estresse prolongado favorece o surgimento de diabetes, doenças cardiovasculares, ansiedades, depressão, impotência, infertilidade e até formas de câncer. Agora, uma pesquisa conduzida por equipes da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desmistificaram uma crença antiga entre os neurologistas, de que o sistema nervoso era um conjunto de órgãos privilegiados, não suscetíveis à inflamação.

Os pesquisadores descobriram que o estresse, reação natural do organismo que facilita a adaptação a situações novas ou ameaçadores, potencializa processos inflamatórios que podem causar a morte das células nervosas, (neurônios) em duas regiões específicas: o cérebro, o hipocampo associado à formação da memória, e o córtex frontal, responsável pelo raciocínio complexo.

O cortisol, hormônio liberado em situações de estresse por glândulas situadas sobre os rins, há muito tempo é creditado como um potente composto capaz de conter a inflamação. Mas o estudo, publicado na Revista da Fapesp do mês de novembro, revelou que tal hormônio, quando liberado em quantidades elevadas e por períodos longos, pode causar efeito contrário, gerando inflamação cerebral ligada à morte do neurônio.

Da Redação / Correio do Bem / Agência Cultura de Paz


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