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Saber Viver


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O Terceiro Setor e as soluções por meio de parcerias


Elisabeth Vargas (*)

As últimas duas décadas foram marcadas por transformações profundas que atingiram todos os países, independentemente da pujança de economias e sistemas políticos. Assim, em que pesem as novas conquistas tecnológicas que levaram ao aumento da produtividade econômica, o Estado não tem mais conseguido cumprir o papel de promotor do desenvolvimento com justiça social.

Atualmente cada um dos setores que compõem a sociedade – Estado (governos), mercado (empresas), e o Terceiro Setor (organizações da sociedade civil sem fins lucrativos) – busca definir espaços de atuação, de responsabilidades e de parcerias para fazer frente aos novos desafios. As empresas, por exemplo, responderam ao impacto das mudanças incorporando valores como a noção de responsabilidade social. O Estado adotou parcerias com outros setores. E o Terceiro Setor deixou de ser secundário e assumiu um papel importante no palco das questões sociais, uma vez que realiza ações da esfera pública não executadas pelo Estado e caras demais para serem assumidas pelas empresas.

As ONGs não fazem parte do Estado nem a ele são vinculadas, mas têm caráter público ao se voltarem às causas sociais. Descentralizadas, ágeis, com grande capilaridade e poder de articulação, têm sido parceiras do Estado e de empresas nos mais diferentes tipos de ações e programas.

O fenômeno da globalização, ao mesmo tempo em que levou ao acirramento das desigualdades, também fez surgir um novo tipo de articulação da sociedade, mudando o padrão de relacionamento entre comunidades, entidades, instituições e até mesmo entre pessoas – uma sociedade articulada em redes emergiu, mudando o desenho da sociedade.

É nessa rede que universidades e ONGs podem ser parceiras, promovendo a cidadania, a solidariedade e contribuindo para o desenvolvimento social. E aí entra o trabalho de entidades como a Universidade Solidária, que há 11 anos mobiliza universidades, setores público e privado e a sociedade civil para o trabalho comunitário em todo o País. As equipes UniSol colaboram para a transformação do cotidiano de comunidades, investindo na organização comunitária e na busca de soluções locais, promovendo a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável.

(*) Elisabeth Vargas, socióloga, superintendente-executiva da Universidade
Solidária.
Visite o site da entidade: www.unisol.org.br

 



















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