| Escola, lugar de participação
Por Selma Gonçalves Ventaja R. da Silva*
A escola é um lugar que deve ser gerido por todos nós:
educadores, pais, alunos, administradores e quem mais se interessar pelo
tema educação de crianças e jovens. Quando se pensa
junto, é possível achar saídas para transformar a
escola um espaço de convívio melhor. Às vezes ficamos
esperando apenas pelo governo, alías a educação é
obrigação do Estado, mas não podemos ficar de braços
cruzados. Sou dona de casa, mas mãe e decidi exercer meu papel
de cidadã.
Muito se ouve falar das Associações de Pais e Mestres e
com certeza centenas de escolas se utilizam deste instrumento, que é
constituído legalmente, para representar os interesses da comunidade
escolar. Mas de forma geral as escolas estão abandonadas.
Decidi participar ativamente da Associação de Pais e Mestres
na Escola Estadual Mário de Andrade, no Brooklin, onde estudam
minhas filhas desde 1999. Nós fazemos reuniões a cada seis
meses, quando pensamos diretrizes para o próximo período.
Há três anos, minha filha Thaís reclamava muito do
estado de conservação da escola e então comecei a
pensar em como deveríamos agir para melhorá-la.
Juntas, duas professoras e eu criamos um projeto de reciclagem e a idéia
foi bastante simples. As professoras, em sala de aula, trabalharam com
os alunos a questão da preservação ambiental e reciclagem;
em seguida, foi hora de colocar a mão na massa! A comunidade escolar
arrecadou lixo reciclável na escola e em casa.
O material foi depositado no quintal da minha casa e após um tempo,
vendemos para cooperativas na própria comunidade. Com o dinheiro
compramos ventiladores para as salas de aula e começamos também
a trocar o piso.
Todos colaboraram e a idéia que tivemos numa conversa informal
virou compromisso! Além de tornar o ambiente mais agradável,
ainda refletimos sobre uma questão muito importante e que diz respeito
a qualquer pessoa, que é preservação ambiental.
Já estamos pensando em ações para o próximo
ano, e a primeira delas será encontrar formas de sensibilizar os
membros da comunidade escolar para responsabilidade que têm enquanto
cidadãos, de fazer da escola um local para formar pessoas críticas,
conscientes e participativas.
Acredito que há, sim, formas de nadar contra a maré e a
iniciativa é a primeira delas. Estou fazendo minha parte.
Por Selma Gonçalves Ventaja R. da Silva, dona-de- casa, mãe
e cidadã ativa
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