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Correio do Bem

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Aliar preservação e extrativismo

Quatro municípios do norte de Minas Gerais esperam a criação da Reserva Extrativista do Pequizeirão, onde cerca de 27 comunidades vivem do extrativismo de produtos que o cerrado oferece, como as frutas pequi, mangaba e coquinho azedo, palha para artesanato e remédios diversos.

Para se tornar uma reserva, a área de cerca de 45 mil hectares que engloba os municípios de Santo Antônio do Retiro, Montezuma, Rio Pardo de Minas e Vargem Grande do Rio Pardo precisou passar por diversos levantamentos e estudos que comprovassem a razoabilidade da intervenção.

A Reserva Extrativista nasceu das lutas do líder seringueiro Chico Mendes, que nos anos 80 batalhou pela criação de áreas de posse do Estado entregues a comunidades tradicionais em troca da garantia do manejo adequado e da proteção desses ambientes.

Pequi e mangaba - A criação das reservas e outros temas foram discutidos no seminário Conquistas, demandas e experiências do Extrativismo no Sergipe e Norte de Minas Gerais, realizado pelo PNUD e pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), que juntou as experiências do norte de Minas com as do Movimento das Catadoras de Mangaba (MCM) do Sergipe.

Entre os muitos pontos em comum, está o fato de que elas muitas vezes não têm a posse das terras onde realizam a coleta da fruta, o que tem gerado certa tensão na região. A ideia é que essas pessoas levem a discussão para dentro de suas comunidades, acelerando o trabalho de educação.

O seminário foi precedido de uma visita de seis dias das catadoras de mangaba a uma comunidade no município de Rio Pardo de Minas. Lá, elas puderam trocar informações e receitas sobre como produzir subprodutos a partir da mangaba, fruta típica das duas regiões. Para ler a íntegra da reportagem, de autoria do jornalista Marcelo Osakabe, clique no link: http://www.pnud.org.br/meio_ambiente/reportagens/index.php?id01=3379&lay=mam


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