Pode lhe arrancar as unhas das mãos e dos pés,
Mas nada façam a seus filhos, cuidados com cafuné
Mãe,
Não sabe o que é desamor, pois mesmo na dor
Não se acanha em mais uma vez perdoar, de novo te abraçar.
E se a ver um pouco murchinha, basta um agrado, na alma uma aguinha
Para toda faceira de novo florescer, rir e aumentar seu querer.
Mãe ,
Só sabe um verbo, poema sem rima ou em verso
Conjugado no passado, no hoje ou no amanhã que é certo
Só sabe amar, simples flor,
Baste a vida, baste tudo. É puro amor.

(Glei Carvalho)